EDITORIAL

EDITORIAL

Planejamento Reverso, uma garantia de previsibilidade e longevidade às próteses implantossuportadas.

Com o envelhecimento da população mundial, o mercado de implantes dentários vem ganhando cada vez mais espaço na odontologia. As reabilitações com próteses implantossuportadas devolvem estética e função de forma muito mais satisfatória quando comparadas às próteses convencionais removíveis. Dentro desse contexto, para garantir o sucesso do tratamento restaurador, o profissional deve executar um adequado planejamento reverso. Conceitualmente, o planejamento reverso se refere ao conjunto de ações clínicas e laboratoriais realizadas previamente à instalação dos implantes, objetivando direcionar as etapas cirúrgicas e protéticas subsequentes. Inicialmente, é necessário conhecer a história médica do paciente, haja vista que algumas condições sistêmicas podem contraindicar a etapa cirúrgica do tratamento. Exames de imagens complementares, como radiografias panorâmicas e periapicais devem ser realizadas. Em casos indicados a tomografia computadorizada de feixe cônico também pode ser solicitada. Moldagens para confecção de modelos de estudos são imprescindíveis, assim como a montagem deles em articulador semi-ajustável. O estudo correto das relações oclusais se faz altamente necessário e deve ser prática cotidiana nos consultórios odontológicos. O enceramento diagnóstico e a confecção de guias cirúrgicos são etapas que podem auxiliar de maneira efetiva no planejamento reverso. A seleção do comprimento, diâmetro, disposição e tipo de conexão dos implantes dentários devem ter como princípio a disponibilidade óssea e a necessidade protética. Assim sendo, deve-se considerar que o tratamento reabilitador não é uma ciência exata e que cada paciente é único. Logo, os planejamentos reversos também devem ser realizados de maneira personalizada para cada paciente, a fim de sanar todas as suas necessidades. Importantemente, o planejamento reverso na implantodontia não deve ser negligenciado pelos profissionais, para que haja previsibilidade e longevidade do tratamento reabilitador.

 

Amanda Paino Sant'Ana, Ruan Henrique Delmonica Barra, Camila Teixeira do Nascimento, Bruna Mike Barros Nakano e Beatriz Miwa Barros Nakano.

Alunos de pós-graduação da Faculdade de Odontologia de Araçatuba (FOA/UNESP)

 

 


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